Técnica pouco invasiva garante recuperação rápida em cirurgias de coluna na Bahia

Especialista afirma que o menor tempo de permanência em ambiente hospitalar, minimiza a vulnerabilidade à exposição do Covid-19 pelos pacientes que realizam o procedimento
Dor nas costas, choques ou formigamento nas pernas, até mesmo perda da capacidade de andar e incontinência urinária. Esses são alguns dos principais sintomas e consequências da estenose lombar, doença que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atinge cerca de 5,4 milhões de brasileiros.
De acordo com o médico ortopedista especializado em coluna, Alexandre Andrade, aspectos associados ao isolamento social como diminuição o nível de atividade física, o trabalho home office em locais ergonomicamente inadequado, bem como o receio de algumas pessoas em procurar o serviço médico para o tratamento da doença por receio de contaminação pelo novo coronavírus podem gerar, em alguns casos, sequelas permanentes e irreversíveis. “A estenose lombar pode causar perda de sensibilidade nos pés ou nas pernas de forma permanente, especialmente se o tratamento for adiado”, destacou o especialista.
Apesar de causar fortes dores que impedem o acometido de realizar tarefas simples do dia a dia, a pandemia do coronavírus tem gerado receio em alguns pacientes que necessitam passar pelo procedimento cirúrgico tradicional, que precisa de anestesia geral e tem o tempo médio de recuperação de dois meses.
Mas na Bahia já é possível realizar uma técnica menos invasiva para corrigir o problema e o paciente ainda recebe alta no mesmo dia. Através da cirurgia endoscópica é possível resolver a estenose lombar com um corte de apenas 8 milímetros.
“Por esse método, após anestesia local e sedação é feita uma pequena incisão. Por ela é inserida uma cânula pela qual passará um dispositivo com uma pequena câmera acoplada. Dessa maneira, você consegue tratar a estenose e o paciente recebe alta no mesmo dia, fato que reduz o tempo de permanência em ambiente hospitalar e, consequentemente, minimiza a vulnerabilidade à exposição do Covid-19. Em 15 a 20 dias o paciente pode retornar às suas atividades normalmente”, declarou Alexandre Andrade, pioneiro na técnica no estado.
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