Conheça Davi Alcolumbre, o novo presidente do Senado

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O novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), 41anos, eleito neste sábado (2) para comandar a Casa pelos próximos dois anos, está no primeiro mandato como senador.
O novo presidente do Senado é aliado do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), que, nos bastidores, articulava apoio a ele. A mulher de Lorenzoni, Denise Verbeling, trabalha no gabinete do Alcolumbre.
Embora seja de um partido posicionado mais à direita no espectro político, Alcolumbre tem entre seus principais conselheiros o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é de esquerda.
Os dois apoiaram a candidatura de Clécio Luis (Rede), atual prefeito de Macapá, em 2016. Em 2018, Randolfe apoiou a candidatura de Alcolumbre ao governo do Amapá.
Casado e pai de dois filhos, Alcolumbre nasceu em Macapá (AP) em 19 de junho de 1977. É o quarto filho do mecânico José Tobelem e da empresária Julia Alcolumbre.
Começou a trabalhar no comércio da família. Iniciou o curso de ciências econômicas no Centro de Ensino Superior do Amapá (Ceap), mas não concluiu e resolveu seguir o caminho da política.
Trajetória política
A trajetória política se iniciou como vereador na cidade de Macapá. Exerceu o mandato por dois anos (de 2001 a 2002), quando deixou o cargo na metade para assumir o primeiro mandato como deputado federal.
Reelegeu-se duas vezes para a Câmara dos Deputados, totalizando três mandatos consecutivos.
Nas eleições de 2014, foi eleito senador para um mandato de oito anos. Em 2018, concorreu ao governo de Amapá, mas ficou em terceiro lugar.
Na ocasião, declarou à Justiça Eleitoral ter R$ 770 mil em bens. Com a derrota, retomou o mandato de senador.
Conseguiu chegar à Presidência do Senado ao vencer, com 42 votos,uma eleição marcada por polêmicas.
Atuação legislativa
Desde 2015 no Senado, Alcolumbre participou de votações importantes e polêmicas na Casa. O parlamentar do Amapá votou, por exemplo, a favor da reforma trabalhista em 2017.
No mesmo ano, ajudou o Senado a derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou o então senador Aécio Neves (PSDB-MG), hoje deputado federal.
O tucano foi afastado pelo Supremo após ser denunciado pela Procuradoria Geral da República, com base nas delações da JBS, pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. Com os votos de 44 senadores, Aécio pôde retomar as atividades parlamentares.
No ano passado, Alcolumbre votou a favor do reajuste para ministros do STF. Por 41 votos, o Senado aprovou reajuste de 16% nos salários dos magistrados. O vencimento passou de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.
Em 2016, votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que perdeu o mandato e deu lugar a Michel Temer no Palácio do Planalto.
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