Deputado federal Joceval Rodrigues afirma que o extremismo não pode ser o caminho para a democracia
O período eleitoral ainda não começou oficialmente, mas após o assassinato do tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, no início do mês de julho em Foz do Iguaçu, muitos políticos comentam que veem uma escalada da intolerância ideológica em todo o país e temem que casos parecidos se repitam.
O deputado federal Joceval Rodrigues (Cidadania) comentou que a polarização e o extremismo não conduzirá o país no caminho da democracia. “É preocupante e até causa receio essa situação que vivemos no país, com intensa animosidade entre os indivíduos mais engajados politicamente. Nos últimos anos tem crescido o número de pessoas se posicionando nos extremos da escala ideológica, mas agora essas mesmas pessoas não se atacam só com palavras, mas também fisicamente, uma barbárie. Esse não é o caminho para um país democrático”, afirmou o parlamentar. Na semana passada, vídeo da filha de João Gilberto, Bebel Gilberto, pisoteando a bandeira do Brasil em show nos Estados Unidos também causa revolta e mais ofensas entre os lados Lula x Bolsonaro.
A pesquisa Polarização Política no Brasil realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com o projeto Despolarize e a Fundação Tide Setubal revelou que a cada dez brasileiros, oito (79%) percebem a sociedade muito dividida a respeito de assuntos políticos e sete (73%) acreditam que pessoas com opiniões diferentes não conseguem ter um diálogo construtivo – sendo que mais da metade (51%) admite desistir de conversar sobre política em algumas situações. Para Rafael Poço, idealizador do projeto Despolarize, a pesquisa ratifica que o ambiente polarizado é, em grande parte, fruto da falta de diálogo, da desinformação e da comunicação violenta. “Os extremos não conversam, preferindo ataques e acusações com base em estereótipos e informações imprecisas, atribuindo um viés ideológico a opiniões conflitantes. Isso faz com que, em meio ao fogo cruzado, aqueles que não se identificam com qualquer um dos lados também fujam ao diálogo. As vozes moderadas, potencialmente conciliadoras, se calam. O que vem daí é o sectarismo e a violência política”, completa.
Com alternativa à polarização que toma conta do Brasil, Joceval Rodrigues defende o nome da senadora Simone Tebet para presidência da República. “Simone é uma excelente representação daquelas pessoas que não estão no topo dos lados extremistas entre Lula e Bolsonaro. Trata-se de um perfil conciliador e alternativo da 3ª via”, afirmou, reitera Joceval Rodrigues. Na Bahia, o parlamentar apoia a pré-candidatura de ACM Neto para o governo do Estado.
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