Prefeitura de Salvador alerta sobre o risco de doenças transmitidas pelo caramujo africano

Em meio à chegada do período chuvoso, a Prefeitura de Salvador, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), reforça o alerta sobre o risco de transmissão de doenças através do caramujo africano (Lissachatina fulica). Devido às condições climáticas desta época do ano, o animal pode aparecer com maior frequência na capital baiana.

 

A chefe do Setor de Vigilância e Controle das Zoonoses Transmitidas por Animais Sinantrópicos, Cris Yuki, reforça a importância de algumas ações para evitar a proliferação do animal e o risco de contaminação. “O caramujo africano pode atuar como hospedeiro de parasitas que causam zoonoses de importância médica. Por isso, é importante ter cuidado ao realizar a limpeza de quintais onde ele esteja presente e higienizar bem os alimentos antes do consumo, especialmente os consumidos crus”, diz.

 

O caramujo africano apresenta riscos reais à saúde do ser humano, porque pode transmitir meningite eosinofílica, angiostrongilíase e infecções graves, fatais em alguns casos.

 

Não é recomendável jogar sal no animal, porque, com isso, uma “bomba” de parasitas é liberada e a contaminação pode se espalhar. Ações como remover entulho, folhas acumuladas e restos orgânicos do quintal, além de acondicionar bem o lixo, são etapas indispensáveis. O CCZ atua com orientações sobre coleta e prevenção, após denúncias recebidas através do 156. 

 

Orientações – Para recolher os animais, é necessário usar luvas e colocá-los em baldes. Em seguida, deve ser utilizada uma mistura de 3 litros de água e 1 litro de água sanitária, com os caramujos em imersão por 24 horas. 

 

Posteriormente, os cascos devem ser quebrados e dispensados em sacos plásticos na coleta seletiva; já os animais, esmagados e enterrados em valas com profundidade de 80 cm à 1,5m, revestidas por uma camada de cal virgem, que possui a função de impermeabilizar o solo. O líquido com água sanitária, por sua vez, deve ser despejado em esgoto doméstico.

 

Além disso, é preciso evitar contato com o muco, porque é nele que podemos estar os parasitas, e manter boa higiene. Em caso de contato com o caramujo ou solo, plantas e objetos por onde os animais passaram, deve-se lavar bem as mãos com água e sabão. Também é fundamental lavar verduras, frutas e legumes, principalmente os consumidos crus.

 

Foto: Ascom SMS
Reportagem: Marco Pitangueira / Secom PMS

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