Salvamar oferece aulas de natação assistida para crianças autistas em Salvador

A Coordenadoria de Salvamento Marítimo de Salvador (Salvamar) promove aulas semanais de natação assistida para crianças autistas por meio do projeto Mergulho na Inclusão. A iniciativa atende atualmente cerca de 50 crianças e utiliza a ambientação aquática como ferramenta terapêutica para estimular o desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social dos participantes.

 

O projeto é realizado em parceria com a Instituição Serviço Social Autônomo (SSA Inclusão) e com apoio da Unifacs. As atividades são voltadas para crianças autistas com suporte até o nível 2 e acontecem às quartas-feiras, das 14h às 16h. A coordenação já estuda ampliar o atendimento para o turno da manhã devido à alta demanda, que atualmente conta com um cadastro reserva de 560 inscritos.

 

Segundo os organizadores, o contato com a água contribui para o desenvolvimento da coordenação motora, equilíbrio, consciência corporal, autonomia e sociabilidade das crianças, além de estimular a comunicação, a concentração e a confiança. A hidroterapia também auxilia na regulação sensorial, no controle da ansiedade e no bem-estar emocional.

 

Além das aulas de natação, os participantes recebem acompanhamento de terapeutas, fisioterapeutas, educadores físicos e hidroterapeutas. “Queremos contribuir para a melhoria da qualidade de vida das crianças autistas da nossa cidade. É um projeto contínuo, no qual elas permanecem entre seis meses e um ano, em parceria com a Unifacs e o SSA Inclusão”, explicou o coordenador da Salvamar, Kailani Dantas.

 

O secretário municipal de Ordem Pública (Semop), Décio Martins, destacou o caráter social da iniciativa. “O projeto Mergulho na Inclusão representa muito mais do que uma atividade recreativa. É uma ação de acolhimento, inclusão e cidadania para crianças e suas famílias. Por meio do trabalho desenvolvido pela Salvamar, conseguimos proporcionar aprendizado, convivência e fortalecimento da autoestima das crianças”, afirmou.

 

Resultados positivos – Mãe de Arthur Fiminello, de 7 anos, a dona de casa Nelma Fiminello, 44, relatou mudanças positivas no comportamento do filho após o início das atividades. “A água é muito importante para ajudar na regulação deles, e ele adorou o contato com a piscina. É uma oportunidade que precisa ser aproveitada por outras crianças na mesma situação. Ajuda a gastar energia e melhora o desenvolvimento”, contou.

 

De acordo com a presidente do SSA Inclusão, Luana Pitanga, os pais também participam de atividades com educadores e psicólogos, além de receberem curso de primeiros socorros. “Os pais têm relatado melhora no comportamento das crianças após o início das atividades”, destacou a gestora, que atua na articulação e no acompanhamento do projeto.

 

Texto: Eduardo Santos e Marco Pitangueira / Secom PMS
Fotos: Bruno Concha / Secom PMS

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