“Tenho convicção de que fui perdoada por Deus”, afirma Suzane von Richthofen em documentário inédito
Mais de 20 anos após o crime que chocou o Brasil, Suzane von Richthofen, atualmente com 42 anos, revisita os acontecimentos em um novo documentário. Na produção, com cerca de duas horas de duração, ela apresenta sua versão sobre o caso que resultou em sua condenação a 39 anos de prisão — pena que hoje cumpre em regime aberto.
As informações foram divulgadas pela coluna True Crime do jornalista Ullisses Campbell, do jornal O Globo. O filme ainda não tem data oficial de lançamento e, até o momento, foi exibido apenas em uma pré-estreia restrita na Netflix. Em 2025, Suzane esteve entre os nomes mais pesquisados no Google no Brasil, conforme levantamento da própria plataforma.
Ao longo do documentário, Suzane inicia seu relato relembrando a infância e descreve o ambiente familiar como distante emocionalmente, marcado por cobranças e pouca demonstração de afeto.
“Eu passava a maior parte do tempo estudando. Tirava notas altas, sempre entre 9 e 10. Não havia demonstrações de carinho, nem deles para nós, nem de nós para eles. Minha diversão era brincar com o meu irmão”, contou. Sobre o pai, Manfred von Richthofen, disse: “Ele não demonstrava afeto. Minha mãe ainda tinha algum gesto, às vezes nos pegava no colo, mas era raro”.
Ela também menciona um ambiente doméstico conturbado, afirmando ter presenciado episódios de violência entre os pais. “A relação deles era muito difícil. Lembro de uma noite em que ouvi uma discussão, desci para ver o que estava acontecendo e vi meu pai agredindo minha mãe. Foi algo muito marcante”.
Suzane relata ainda a ausência de diálogo dentro de casa, inclusive sobre temas pessoais. “Nunca tive nenhuma conversa com a minha mãe sobre assuntos íntimos. Era um assunto inexistente”, afirmou. Segundo ela, o distanciamento familiar se intensificou com o tempo. “Eu e meu irmão fomos, aos poucos, nos tornando invisíveis dentro de casa”.
De acordo com o relato, ela e o irmão, Andreas von Richthofen, desenvolveram uma relação de apoio mútuo como forma de enfrentar o ambiente familiar. “Era como um refúgio que criamos dentro de casa”.
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