MP recomenda suspensão de shows de Maiara & Maraisa e Léo Foguete no interior da Bahia
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a suspensão imediata dos shows de Maiara & Maraisa, Léo Foguete e outras atrações contratadas pela Prefeitura de Paramirim para os festejos de Santo Antônio de 2026. A medida foi adotada após o órgão identificar possíveis irregularidades e indícios de superfaturamento nos contratos firmados para o evento.
Segundo o MP-BA, além dos valores considerados elevados, parte das contratações não teria sido divulgada adequadamente nos portais oficiais de transparência. Diante disso, o órgão recomendou a suspensão dos pagamentos e solicitou que a gestão municipal apresente documentos detalhados que justifiquem os investimentos realizados.
No parecer, o Ministério Público destacou a necessidade de seguir critérios técnicos para avaliar a compatibilidade dos cachês pagos em eventos públicos. Conforme dados do Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP), o show de Léo Foguete, marcado para 11 de junho de 2026, teria custo de R$ 450 mil.
De acordo com o órgão, o valor estaria cerca de 28,5% acima da média considerada razoável com base nos cachês praticados pelo artista em 2025, atualizados pelo IPCA.
O cachê de Maiara & Maraisa não foi localizado no PNCP. Ainda assim, o MP informou ter conhecimento de apresentações da dupla na Bahia, em 2026, com valores superiores a R$ 700 mil. Caso o contrato em Paramirim ultrapasse esse montante, o órgão recomenda que a prefeitura apresente comprovação da capacidade financeira do município para arcar com a despesa.
Outro contrato questionado envolve o cantor Rey Vaqueiro. Segundo o painel de contratações, o artista foi contratado por R$ 450 mil para se apresentar no dia 10 de junho. O MP argumenta, porém, que a média dos cachês pagos ao cantor em festas juninas realizadas na Bahia em 2025 foi de aproximadamente R$ 280 mil.
O Ministério Público também apontou ausência de divulgação dos valores referentes às contratações de Marcynho Sensação, Vitinho Forró, Xodó da Bahia, Bonde da 51 e Waldonys.
Outra recomendação de suspensão
Em outra ação, o MP-BA também recomendou a suspensão dos shows da banda Calcinha Preta e do cantor Netto Brito no município de Iraquara.
Segundo o órgão, os contratos firmados para os festejos juninos somam R$ 936 mil e apresentariam valores acima dos praticados no mercado. A recomendação foi expedida pelo promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente, com base em informações do Painel de Transparência dos Festejos Juninos e do Painel Nacional de Contratações Públicas.
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