SUS amplia tratamento para câncer de pulmão com três novos medicamentos
Pacientes com câncer de pulmão atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso a três novos medicamentos de alta tecnologia. A medida amplia as alternativas terapêuticas disponíveis na rede pública e deve beneficiar aproximadamente 1,9 mil pessoas em todo o país.
Os medicamentos são brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. A incorporação faz parte da nova política de cuidado oncológico e terá financiamento integral do Governo Federal. A distribuição está prevista para começar de forma gradual a partir de outubro, conforme a conclusão dos processos de aquisição e organização da oferta.
O brigatinibe e o gefitinibe são terapias-alvo administradas por via oral. Eles atuam sobre alterações específicas presentes nas células tumorais e são indicados para determinados grupos de pacientes, de acordo com as características moleculares do câncer.
Já o durvalumabe pertence à classe das imunoterapias e atua estimulando a resposta do sistema imunológico contra as células cancerígenas. A indicação inclui pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem passar por cirurgia.
Tratamento será definido de acordo com cada paciente
A escolha da terapia não é igual para todos os casos. O tratamento do câncer de pulmão no SUS considera fatores como o tipo de tumor, estágio da doença e características moleculares identificadas nos exames.
A rede pública já oferece diferentes modalidades de cuidado, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias sistêmicas e terapias-alvo para grupos específicos.
Com a ampliação, os novos medicamentos passam a integrar as estratégias de cuidado para pacientes que atendam aos critérios estabelecidos nos protocolos do SUS.
Como ter acesso
O atendimento oncológico é realizado nos serviços habilitados pelo SUS, como os Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACONs) e as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACONs).
A indicação do medicamento é feita pela equipe médica responsável, conforme o diagnóstico e os protocolos clínicos estabelecidos para cada tratamento.
A medida integra uma expansão mais ampla da assistência oncológica no SUS. Em 2026, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação de 23 novos medicamentos destinados ao tratamento de diferentes tipos de câncer, com investimento de R$ 2,2 bilhões.
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