Mais de 50% da população soteropolitana está acima do peso

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Mais de 50% da população soteropolitana está acima do peso, de acordo com uma pesquisa recente das Unidades Móveis de Saúde (UMS) do Hospital Português. O estudo foi realizado em fevereiro e março, nos bairros contemplados pelo projeto ‘150 Anos com Saúde’: Federação, Jardim de Alah, Barra e Dique do Tororó.
Participaram da pesquisa 867 voluntários (57,69% mulheres e 42,31% homens), maiores de 18 anos. Segundo o IMC – Índice de Massa Corpórea (definido pelo peso em kg, dividido pela altura em metros quadrados), o diagnóstico nutricional revelou que 25,6% das mulheres atendidas têm sobrepeso e 26% são obesas. A medida da circunferência da cintura (CC) mostrou que o risco aumentado para doença cardiovascular esteve presente em 66,6% e o nível de hipertensão foi de 33,7%.
Nos homens, o diagnóstico nutricional, segundo o IMC, mostrou 34,6% com sobrepeso e 24,8% de obesos (59,4% acima dos valores de normalidade). A medida da circunferência da cintura (CC) revelou que o risco aumentado para doença cardiovascular esteve presente em 41,9% e o nível de hipertensão foi de 36,5%.
Os indivíduos foram submetidos à avaliação da circunferência da cintura, pressão arterial (mmHg), peso (kg) e altura (m), para cálculo do IMC - Índice de Massa Corpórea. As medidas foram verificadas por médicos, enfermeiros, nutricionistas e acadêmicos de nutrição e enfermagem.
O projeto, coordenado pela nutricionista Gildete Fernandes, teve o objetivo de identificar o perfil nutricional de Salvador, nas comunidades atendidas pelas UMS - no projeto ‘150 Anos com Saúde’ , avaliando e classificando o diagnóstico nutricional, a glicemia e a pressão arterial. “O peso é o melhor indicador da qualidade de vida do indivíduo”, afirma a nutricionista. Os resultados obtidos serão levados à Prefeitura de Salvador, a fim de contribuírem com a criação de programas de saúde para as comunidades.
Os preocupantes índices da capital baiana se equiparam à média nacional. Segundo o Ministério da Saúde, 12,7% das mulheres e 8,8% dos homens brasileiros encontram-se obesos. Os índices de sobrepeso são de 41,1% da população masculina e 40% da população feminina.
A obesidade, uma das principais desordens nutricionais que acometem a população, já é considerada uma epidemia mundial. Ela é provocada por fatores ambientais e genéticos, que podem agir juntos ou separadamente. Os ambientais, contudo, são os principais responsáveis, devido à mudança no padrão alimentar e no estilo de vida das pessoas.
O estresse, o alcoolismo e a redução da atividade física, aliados ao elevado consumo de açúcares simples, alimentos refinados e gorduras saturadas e ao baixo consumo de vegetais e alimentos integrais, resultam no excesso de energia e lipídios, favorecendo o acúmulo excessivo de gordura, que pode causar inúmeros prejuízos à saúde.
O excesso de gordura corporal, principalmente na região abdominal, é fator de risco para dislipidemias, aumento da pressão arterial e diabetes tipo II. Esses problemas, por sua vez, deixam o indivíduo vulnerável a doenças crônicas, como a doença coronariana, AVC e disfunções hepáticas.
Exercícios e boa alimentação previnem a obesidade
Como a obesidade é influenciada por fatores passíveis de prevenção, sinais de sobrepeso devem ser observados e tratados, a fim de evitar a doença. Quem está até 10% acima do peso, pode resolver o problema facilmente, com mudança de hábitos alimentares. Deve-se controlar a ingestão de gordura, açúcar, colesterol, ingerir mais fibras e vitaminas e seguir um bom programa de atividades físicas.
O nutricionista é essencial para orientar o paciente e elaborar um trabalho motivacional. “É preciso fazer exames, para diagnosticar a causa do problema, substituir alimentos e mostrar como mudar o estilo de vida”, explica Gildete. O sobrepeso precisa ser combatido para não virar obesidade.
O indivíduo deve se preocupar com o peso sempre, para evitar problemas futuros. Quanto mais avançada é a idade, mais complicado fica o tratamento. A partir dos 30 anos, o metabolismo já começa a diminuir. Na mulher, o momento de queda brusca se dá na pré-menopausa, aproximadamente aos 45 anos. No homem, ocorre depois dos 50. Com 60 anos, a pessoa tem 15% menos do metabolismo que tinha. A tendência, com essa redução, é acumular gorduras e peso corpóreo. O obeso não está bem nutrido. Pelo contrário, sofre de desnutrição. Nele, a massa magra e a massa gorda não convivem em proporções harmônicas: ele tem excesso de água e tecido adiposo. “A saúde do obeso é frágil. Costuma ter infecções freqüentes, pois, em geral, ingere poucas vitaminas, proteínas e come muita gordura”, conta Gildete.
As pesquisas, a exemplo do estudo realizado pelo Hospital Português, podem ajudar o poder público a criar planos de ação para combater a obesidade e estratégias educativas para prevenir a doença.
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