Desequilíbrio ecológico pode ser causa de ataque de piranhas na Bahia

Desequilíbrio ecológico pode ser a causa de ataques de piranhas a banhistas que frequentam a barragem de Anagé, no sudoeste da Bahia, segundo a bióloga Flávia Borges, especialista em peixes. Segundo ela, as piranhas branca e amarela, espécies típicas do rio São Francisco provalmente são as que estão atancando os banhistas nesta região.

Entre as vítimas está Thayane Cordeiro, atendente. Ela foi mordida há cerca de 11 dias pelo animal. O ferimento no dedo já está cicatrizado, mas o trauma ainda não passou. "Quando leventei a mão e vi o dedo estava encharcado de sangue. Foi quando o pessoal comunicou que estava tendo priranhas na barragem", contou.

Vanessa, prima de Thayane, também conta que foi atacada pelo animal. Ela e a prima estavam juntas nos momentos dos ataques. "Para mim foi uma supresa. Primeira vez que fui para Anagé e nem sabia que tinha piranha lá", disse.

Mais de 20 pessoas relataram ter sido mordidas pelos animais na barragem, também conhecida como a "Prainha de Anagé", no último domingo (11), nos limites estabelecidos pelas boias de proteção.

Conforme Flávia Borges, a piranhas foram introduzidas por causa de programas de repovoamento. "Elas foram introduzidas aqui na região provavelmente por causa dos programas de repovoamento de lagoas, onde os órgão públicos trazem para repopular essas regiões. Como são predadores, elas causam desequilíbrio da cadeia alimentar da região", informa a bióloga.

Flávia Borges também explica que deve estar acontecendo uma super repopulaçao de piranhas e a falta de predadores. Por isso, os animais estão invandindo as áreas de banhistas em busca de alimento.

"falta de predadores e alimento, mais o caso da seca, que baixa o nível da água, elas [piranhas] vão, eventualmente, ficar ali, na margem da prainha. O ideal é retirar ao máximo essas espécies através de pesca esportiva, por exemplo, e repovoar esse local com espécies que existiam antes" explicou a bióloga.

A precuopação é que a que os ataques se tornem mais frequentes e afaste os banhistas, prejudicando as vendas nessa época de grande movimentação. “Muito ruim para gente. Único sustento que a gente tira é daqui", disse um comerciante. A presença de piranhas na barragem também tem sido um problema para pescadores. “ Vai pescar, já não pega mais o peixe como era. Aralha de rede mesmo, você põe com 30 a 60 dias já acabou. A piranha corta tudinho,  ”Silvino Neto, pescador.

 

Da Redação|Bahia25Horas

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