Médicos encerram greve, mas voltam a atender apenas na UPA Arembepe

Os médicos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, decidiram encerrar agreve que já durava 19 dias. 

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), Luiz Américo Câmara, os profissionais de saúde decidiram pelo fim da paralisação em assembleia realizada na noite de segunda (11), em Salvador.

Agora, das cinco unidades, apenas duas vão estar em funcionamento, a de Arempebe e a da Gleba - nesta última, não houve paralisação. Segundo o sindicalista, a prefeitura de Camaçari se comprometeu a melhorar as condições da UPA de Arembepe para que os profissionais voltem às atividades.

O retorno ao trabalho de médicos das outras três UPAs ainda está indefinido. “O retorno ao trabalho será a partir de hoje [terça-feira, 12], condicionado às condições da UPA de Arembepe. A gente pressiona também para que outras UPAs sejam reformadas”, explicou.

Os médicos de quatro das cinco UPAs de Camaçari - Arembepe, Monte Gordo, Nova Aliança e Vila de Abrantes - haviam aderido à paralisação. Segundo o sindicato, apenas a unidade de Arembepe deve ter melhorias emergenciais no momento.

Apenas a UPA da Gleba, em Camaçari, não foi afetada pela greve e seguiu em operação, já que conta com administração terceirizada. As demais, que não estavam em operação, são de responsabilidade da prefeitura. “Foi feita comissão de médicos e gestores para acompanhar essas melhorias”, disse Luiz Américo.

Conforme o sindicato, o número de médicos da unidade de Arembepe deve aumentar de dois para três, já que outras três UPAs seguirão fechadas por enquanto. “Os médicos estão a postos e acredito que a prefeitura deve agilizar”, avaliou.

Segundo nota da Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau), a pasta se comprometeu a atender reivindicações dos médicos grevistas. A prefeitura informou que deverá ser rescindido o contrato com a Fundação Estatal Saúde da Família (Fesf) e feito contrato em caráter emergencial com uma nova empresa.

De acordo com a Secretaria, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) já havia considerado o movimento ilegal no dia 2 de janeiro e estabeleceu multa diária de R$ 50 mil. Ainda assim, a paralisação foi mantida em assembleia no último dia 4.

 

Da Redação|Bahia25Horas

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