'Santo', gravada em Salvador, estreia nesta sexta (16) na Netflix

Manolo Pavon/divulgaçã

 

Bruno Gagliasso já é íntimo da Bahia. Volta e meia, aparece no estado para passar uma temporada com a esposa Giovanna Ewbank e os filhos. Por isso, ficou tão feliz quando foi contratado pela Netflix para atuar em Santo, série que estreia nesta sexta-feira (16) na plataforma e foi parcialmente gravada em Salvador, onde o carioca de 40 anos se sente em casa. A outra parte foi gravada em Madri.

O thriller em seis episódios conta a história de Santo, o traficante de drogas mais procurado do mundo, cujo rosto nunca foi visto. Os dois policiais que o procuram, Cardona (Bruno Gagliasso) e Millán (Raúl Arévalo), inicialmente se opõem, mas passam  a colaborar e a se entender para resolver o caso e permanecerem vivos. O criador é o espanhol Carlos López, o mesmo de Hache, série da Netflix que também aborda o tráfico de drogas. A direção é do brasileiro Vicente Amorim, de filmes como O Caminho das Nuvens (2003) e Irmã Dulce (2013).

Explicitamente violenta, até com cenas de tiros na cabeça filmados em close, Vicente assegura que esse foi um caminho necessário para "fazer um mergulho na história dos personagens". As cenas de sexo, embora, claro, não sejam explícitas, são igualmente intensas. O diretor garante que não houve uma determinação da Netflix para que fosse filmada assim e, segundo ele, não se trata de uma estratégia para conseguir audiência. "Não é nada calculado do ponto de vista de um jeito meio cínico ou estratégico. Tudo que está na série é o que eu e Carlos [López, criador] achamos importante para trazer a verdade dos personagens", revela Vicente.

Bruno concorda e, para mostrar que o diretor está certo, ele dá como exemplo uma cena em que seu personagem, Cardona, assiste a um vídeo revelador, que esconde uma cena muito violenta. O espectador da série, no entanto, não vê o que acontece, mas percebe pela reação de Cardona o que acontece. "Você não vê a ação, mas vê a reação dele", diz o ator.

Cardona é um policial brasileiro, que trabalha em Salvador e se infiltra em um grupo de traficantes para ajudar a descobrir quem é o Santo, que é uma espécie de guru para seus seguidores. "A história segue primordialmente o Cardona, que inicialmente é um cara que a gente gostaria de ser. Mas a gente vai seguindo ele e vai entendendo o que ele é capaz de fazer, até que desce em direção ao inferno", diz Vicente, que não entra em detalhes para não revelar spoilers.


Salvador

Salvador foi escolhida desde o início como parte das cenas de Santo, ainda quando Carlos López criou a história. "Carlos esteve na Bahia em 2019, quando conheceu o Bruno", lembra Vicente. "A escolha dele pela Bahia foi acertada, porque é onde o Brasil é mais brasileiro. Parte da equipe técnica era baiana e do elenco também. Conheço Salvador muito bem há mais de 30 anos e me sinto em casa aí. Por isso, filmar na Bahia me traz grande responsabilidade de não cair em estereótipos e clichês", revela Vicente.

Segundo o diretor, houve muito cuidado também para não folclorizar o candomblé, que aparece em diversos momentos das cenas gravadas em Salvador. "Desde o começo tivemos essa preocupação, inclusive por parte da Netflix e dos produtores espanhóis. Eu e Bruno somos ligados ao candomblé então vai além do respeito ao que é dos outros, porque é nosso também", revela Vicente.

Bruno concorda: "Percebi o cuidado desde o começo e isso ficou muito nítido [na série]. Tudo relacionado ao candomblé foi feito com muito respeito e o resultado mostra a seriedade como o candomblé foi tratado. Fiquei feliz com o resultado". Para tratar da religião, a produção teve consultoria de Antônio Arruda, pesquisador, pai de santo e roteirista. Também houve aprovação de Tiago Marques, que era diretor de arte, negro e adepto do candomblé. Thiago morreu há pouco tempo, devido a problemas do coração. "Sem ele, essa visão sem folclorizar o candomblé não teria sido bem-sucedida", garante Vicente.

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