Nadinho: Perícia desmente versão de policiais e PMs são indiciados por homicídio doloso

FOTO: REPRODUÇÃO
Os três policiais militares envolvidos na operação que matou o artista plástico Manoel Arnaldo dos Santos Filho, conhecido como Nadinho, na cidade de Candeias, região metropolitana de Salvador, foram indiciados por homicídio doloso pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA). Edvaldo Nunes, Leandro Xavier e Dinalvo dos Santos já eram alvo de denúncia instaurada pela Polícia Civil em junho deste ano.
Nadinho tinha 61 anos, era casado e pai de quatro filhos. Na noite do dia 21 de abril deste ano, ele foi abordado por policiais militares dentro de casa, na 2ª Travessa 31 de Março, em Candeias. Relato de familiares da vítima apontam que os policiais chegaram ao local já atirando. O artista plástico morreu após ser atingido por um único tiro, que atravessou o lado direito das costas e saiu no lado esquerdo.
Na época do crime, o polícia informou que o artista plástico teria confrontado os agentes e disparado tiros. No entanto, a versão foi rebatida pela perícia. O resultado do inquérito foi divulgado nesta quarta-feira (25), pelo corregedor-geral da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), coronel Barbosa Neto, em coletiva de imprensa realizada no Quartel do Comando Geral da PM, nos Largo dos Aflitos.
“Os policias afirmaram que encontraram uma arma junto com Manoel, porém foi comprovado que a arma que eles entregaram alegando ser de propriedade do artista plástico não foi disparada em nenhum momento”, afirmou o corregedor-geral da PM, coronel Barbosa.
Os três agentes da corporação responderão também a Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que será instaurado nos próximos dias e que pode resultar na expulsão dos policiais da corporação. O inquérito vai ser encaminhado para a 8° Promotoria Criminal de Justiça Militar do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), que pode oferecer ou não a denúncia à Justiça. O documento reúne os depoimentos dos acusados, versões das testemunhas e laudos periciais. A PM informou que está pendente no inquérito o laudo de reprodução simulada, reconstituição do crime.
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