“Concentração bancária prejudica sociedade”, denuncia Augusto Vasconcelos

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Continua em alta a concentração bancária. Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa possuem 78,51% de todos os empréstimos feitos por organizações financeiras no Brasil, conforme dados de 2017. Ainda detêm 72,69% dos ativos bancários e 76,35% dos depósitos.
Mesmo com a Selic em 6,5% ao ano, o nível mais baixo da história, o consumidor ainda sente muito com o valor dos juros cobrados pelas empresas. O spread bancário elevado - diferença entre o que os bancos pagam para captar e o que cobram na ponta - é uma das consequências da alta concentração bancária. Em 2007, o patamar de concentração dos quatro maiores bancos do país era de cerca de 54%, de acordo com o Banco Central.
Para Augusto Vasconcelos, Presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, “as privatizações, fusões e incorporações contribuíram para reduzir o número de bancos. Com poucas empresas concorrendo, o consumidor sai prejudicado. Os principais bancos do país demonstram baixo compromisso social, impondo taxas de juros exorbitantes, enquanto obtém lucros superiores a R$65 bilhões.”
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