Organização Pan-Americana da Saúde monitora mutirão de vacinação contra febre amarela em Salvador

De dezembro do ano passado até o momento, foram notificados cerca de 3.240 casos de febre amarela em todo país com a confirmação de 274 óbitos pelo agravo

Amanhã (29), a partir das 08 horas, a Prefeitura disponibilizará cerca de 120 pontos de imunização entre os postos de saúde e locais estratégicos como shoppings, supermercados, escolas, creches, associações e igrejas, para um grande mutirão de vacinação contra febre amarela. A mobilização que seguirá até às 17 horas, faz parte do Plano de Ação da Intensificação Vacinal contra a doença deflagrado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) com objetivo de manter a cidade livre da patologia.

Durante a estratégia, Samia  Abdul, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), acompanhada da subsecretária municipal da pasta, Lucimar Rocha, irá monitorar a movimentação de procura pelo imunobiológico em pontos estratégicos da mobilização. A comitiva iniciará a visitação a partir das 9 horas, na Unidade de Saúde da Família Clementino Fraga (antigo 5º Centro), nos Barris.

"Nosso intuito é proteger a população e mantermos o município livre de casos de febre amarela em humanos. Salvador está a frente da doença, diferente de outros estados como Minas Gerais que já foram confirmados episódios da patologia, inclusive com óbitos. Mas para evitar a circulação endêmica em nossa cidade, precisamos que as pessoas se dirijam aos pontos de vacinação e se protejam", afirmou Doiane Lemos, subcoordenadora do setor de Imunização da SMS.

De dezembro do ano passado até o momento, foram notificados cerca de 3.240 casos de febre amarela em todo país. De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Governo Federal,  no período, já são confirmados 274 óbitos no Brasil por complicações causadas pelo agravo.

A vacina é administrada em dose única para o público entre 9 meses e 59 anos. O Ministério da Saúde afirma que o imuno é contraindicado para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Para estes grupos, a orientação é que a pessoa busque ajuda médica, cujo profissional de saúde avaliará o benefício e o risco da vacinação, levando em conta o risco de eventos adversos.

Este ano, cerca de 381 mil pessoas foram imunizadas contra a febre amarela na capital baiana. Em Salvador, estima-se que 1,4 milhões de indivíduos ainda precisam se proteger contra a doença.

 

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