Dr. Bumbum atuou temporariamente como médico no Palácio do Planalto

FOTO: REPRODUÇÃO

O médico Denis Furtado, mais conhecido como Dr. Bumbum, trabalhou na Presidência da República por 16 dias. Como médico do Exército, ele foi cedido pelo Hospital das Forças Armadas para a clínica geral do Palácio do Planalto, no período de 18 de setembro a 3 de outubro de 2008.

A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, mas o Planalto afirma que o médico não chegou a ter um vínculo formal com o Executivo Federal. No período em que esteve "emprestado" à Presidência, ele trabalhou na Coordenação de Saúde (Cosau) do órgão.

Segundo o G1 RJ, o coronel Henry Wender, da Secretaria-Geral da Presidência, disse que o médico não atendeu o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem os familiares dele. Além disso, o Dr. Bumbum não teria participado de eventos oficiais, atendido autoridades ou atuado de forma indevida durante os 15 anos em que foi médico da Força Armada.

 

Caso Dr. Bumbum

O médico virou caso de repercussão nacional depois que a bancária Lilian Quezia Calixto morreu. O óbito, no dia 15 de julho, foi em consequência de um procedimento estético feito um dia antes, no apartamento do Dr. Bumbum, no Rio de Janeiro. Furtado e a mãe, Maria de Fátima Barros, foram indiciados pelo crime cometido e presos na última quinta-feira (19).

Apesar da fama nas redes sociais, quando o caso veio à tona se descobriu que o médico nem sequer poderia atuar no Estado, uma vez que ele só era credenciado pelos Conselhos Regionais de Medicina de Goiás e do Distrito Federal - este último já cassado. O mesmo acontece com Maria de Fátima, cujo registro para exercer a profissão havia sido cassado em 2015.

O Dr. Bumbum ainda tem uma ficha criminal extensa por um caso de homicídio, em 1997; porte ilegal de arma, em 2003; crime contra a ordem pública, também em 2013; resistência à prisão, em 2006 e 2007; exercício arbitrário da própria razão, que é quando a pessoa ultrapassa o limite da legítima defesa, em 2007; e violação de domicílio, em 2007. Além disso, ele é réu em mais de 10 processos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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