Agentes de endemias retomam visitação à domicílio em Salvador

 

Ação estava suspensa desde março de 2020 em virtude da pandemia da Covid-19

A partir desta segunda-feira (08) o trabalho de eliminação dos focos ou possíveis criadouros de ovos do mosquito Aedes aegypti voltará a ser realizado dentro dos domicílios de Salvador. Os agentes de endemia, vinculados à Secretaria Municipal da Saúde (SMS), receberam permissão para visitar as casas após liberação do Ministério da Saúde.

A ação estava suspensa desde março de 2020 em virtude da pandemia da Covid-19, com isso, só era possível visitar os arredores dos imóveis, com o baixo índice de transmissão e de ocupação de leitos na cidade, a atividade poderá ser normalizada.

Para visitar os ambientes privados, é necessário que o agente já tenha tomado as duas doses da vacina contra a Covid-19. Ele também deve utilizar máscara de proteção facial obrigatoriamente. Antes de entrar nas residências, é também necessário perguntar se os moradores da casa tiveram algum sintoma gripal nos últimos 14 dias. Em caso de resposta afirmativa, a nota recomenda que a visita não seja feita.

A coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Isolina Miguez destaca que as visitas são fundamentais para intensificar ainda mais o controle do mosquito transmissor da dengue, chikugunya e zika. “Poderemos retomar medidas importantes como o Levantamento Rápido de Índices (LIRAa) para Aedes, além de assegurar que todas as informações educativas estão sendo cumpridas pelos moradores, a partir dos cuidados que serão monitorados de perto dentro das casas”, explica.

Além das ações de rotina, o CCZ está promovendo o Plano Verão Sem Mosquito, que visa prevenir e reduzir os criadouros do mosquito da cidade nesse período que antecede a estação.

“Esse é o momento do ano em que é mais propício para o desenvolvimento do mosquito com o favorecimento do clima caracterizado por sol com chuvas espaçadas. O objetivo é deixar o ambiente na melhor condição possível para eliminar possíveis focos de Aedes”, explica Isolina Miguez, coordenadora do CCZ.

Dados

Entre janeiro e outubro de 2021, Salvador registrou 657 casos de dengue, 539 ocorrências de chikugunya e 52 notificações para zika. Se comparado com o mesmo período do ano passado, as três doenças tiveram uma redução em mais de 90%.

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