Patamo fará monitoramento diferenciado em bairros com histórico de confrontos entre policiais e bandidos

FOTO: REPRODUÇÃO
Bairros de Salvador com histórico de confrontos entre policiais e bandidos terão um monitoramento diferenciado a partir desse mês de agosto – vão receber o Patrulhamento Tático Móvel (Patamo). A unidade, recém-criada pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA) dentro do Batalhão de Choque, vai atuar nos bairros que compõem a chamada “mancha criminal” da capital.
Entre eles, estão Cosme de Farias, Engenho Velho da Federação, Valéria e Santa Cruz, que compõem a mancha por abrigar um volume maior de ocorrências de violência. A Baixa do Tubo, por exemplo, no Vale do Matatu, é alvo de confronto intenso entre duas facções: Comando da Paz (CP), que ainda controla a região, e Bonde do Maluco (BDM), que domina Cosme de Farias e a região de Brotas.
Outra localidade na mira da nova unidade é o Boqueirão, na Santa Cruz. Apesar de o bairro fazer parte da região de Nordeste de Amaralina, onde há três Bases Comunitárias e uma companhia (40ª CIPM/ Nordeste), traficantes do CP desafiam a polícia.
“O local é uma intensa área de risco. Os traficantes estão de fuzis e metralhadoras. Viaturas já foram perfuradas a balas mais de uma vez este ano. Já tivemos também colegas feridos”, conta um PM da 40ª CIPM, sob anonimato.Loading ad
A Polícia Militar não especificou uma data para que o Patamo entre em atividade, mas o comando fala em agosto. “Já está tudo pronto. Só falta o governador Rui Costa sinalizar. A previsão de inauguração da unidade será no mês agosto”, declara o comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Anselmo Brandão. A unidade funcionará na sede do Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Para a nova unidade foram recrutados 90 policiais. “São policiais novos, que entraram na polícia há quatro meses, além de policiais experientes”, declara o comandante-geral da PM. Os policiais tiveram um treinamento especializado para atuar em áreas de conflito. Eles passaram por simulações em topografias irregulares, como escadarias, becos, vielas, além de treinamento para gerenciamento de crises e controle do estresse.
“Nesse caso, os policiais vão entrar nas localidades com outro olhar, com mais cautela, priorizando o recuo em vez do embate no primeiro momento, a fim de se evitar os casos de balas perdidas”, diz o comandante. “Em algumas comunidades, quando alguém é atingido, culpa-se logo o policial, quando na verdade, em alguns casos, depois se descobre com as investigações que não foi”, completa. Inicialmente, a unidade contará com dez motos, cinco viaturas e uma base móvel.
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