Salvador pode ganhar hortas comunitárias e escolares para cultivo de cogumelos e incentivo à alimentação saudável

A capital baiana pode estar prestes a dar um passo importante na promoção da segurança alimentar, educação ambiental e geração de renda. Dois Projetos de Indicação (307/25 e 308/25) apresentados pelo vereador João Cláudio Bacelar (Podemos) à Câmara Municipal propõem a implantação de hortas comunitárias e escolares com cultivo de cogumelos comestíveis, como o shimeji (Pleurotus ostreatus), em Salvador.

A proposta voltada às comunidades prevê que os espaços sejam instalados em áreas ociosas, praças ou centros comunitários, priorizando a participação da população idosa. Segundo Bacelar, além de ampliar o acesso a alimentos nutritivos, a iniciativa fomenta a inclusão social, a ocupação produtiva do território urbano e a valorização da experiência de vida dos idosos, contribuindo para sua saúde física e mental. Os cogumelos, de alto valor nutricional e grande aceitação culinária, poderiam ser consumidos localmente ou vendidos em feiras, cooperativas e até para o mercado institucional.

Já no âmbito escolar, o vereador sugere a criação de hortas pedagógicas com cultivo de cogumelos, aproveitando substratos recicláveis como bagaço de cana, serragem e restos de culturas agrícolas. Além de enriquecer a merenda escolar com proteínas, fibras, vitaminas e minerais, o projeto busca estimular nos estudantes valores como responsabilidade, autonomia e consciência ambiental. O substrato utilizado após a colheita também poderia ser convertido em adubo para as próprias hortas escolares, criando um ciclo agroecológico completo.

Experiências similares já mostraram bons resultados em municípios como Mogi das Cruzes (SP), Boa Vista (RR) e redes públicas de Santa Catarina e Minas Gerais. Em Salvador, a execução poderia contar com apoio técnico de instituições, associações e organizações não-governamentais especializadas.

Para Bacelar, unir sustentabilidade, educação e saúde em um único projeto representa um ganho coletivo: “Estamos falando de um modelo que alia preservação ambiental, combate à insegurança alimentar, estímulo à economia local e integração entre gerações. Salvador tem potencial para ser referência nesse tipo de política pública”, afirmou.

Os dois projetos agora aguardam avaliação do Executivo municipal, que deverá estudar a viabilidade técnica e financeira para implementação.

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