Sem receber desde abril, médicos da UPA de Escada denunciam a Pró-Saúde

Trabalhar sem receber salário. Isso deixa qualquer profissional completamente descontente e é o que está acontecendo com os médicos da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), do bairro de Escada, em Salvador. Sem receber desde abril, os profissionais denunciaram a empresa Pró-Saúde, responsável pela gestão da unidade. 
 
De acordo com os médicos, que não quiseram ser identificados com medo de possíveis represálias, desde que a UPA foi "assumida" pela Pró-Saúde, os problemas com os pagamentos começaram e a cada dia só se agrava. "A empresa Pró-Saúde, desde que assumiu não está cumprindo os compromissos com os trabalhadores", afirmou ao revelar que os salários de abril ainda não foram pagos. "Disseram que ia pagar no dia 20, aí mudou para o dia 25, depois 30, depois dia 5 e agora já estão querendo mudar para dia 12".
 
Segundo eles, para forçar o pagamento devido dos salários, é necessário que seja feito algum tipo de manifestação. "A gente está tendo que fazer movimentos para tentar forçar o pagamento e está sempre nesse impasse", contou. Com isso, apenas os pacientes em situação de total emergência que chegam na unidade estão sendo atendidos e os outros estão sendo orientados a procurar outro local para atendimento. "A gente tem que restringir atendimento para poder receber o que é devido, o que é direito do médico que está trabalhando". 
 
A empresa Pró-Saúde informou através de nota, que "o pagamento dos médicos (PJs) será efetuado nesta quarta-feira (10/6)". Porém, não esclareceu se o pagamento incluirá também os salários do mês de maio, que também já estão em atraso. "Se não recebemos o de abril, imagine o de maio. Só Deus sabe quando", enfatizou um médico da unidade. 
 
A unidade que tem uma média de 300 atendimentos por dia em ortopedia, clinica médica e pediatria está praticamente sem movimento, já que os moradores têm ciência da situação. "Nem adianta ir lá porque todo mundo sabe que não vai ser atendido. Agora, é muito complicado. Tem que ir lá para Periperi para ser atendido, porque essa UPA (Escada) não atende ninguém", bradou Taiana Pereira, moradora de Itacaranha, bairro vizinho à unidade de saúde. 
 
Ainda segundo os médicos, já está sendo organizada uma paralisação total, caso os pagamentos não sejam efetuados. "Estamos entrando em contato com o sindicato para ver o que podemos fazer, porque já é a terceira vez. Estamos organizando uma greve mesmo para ver se resolve a situação", alertou um dos profissionais. 
 
O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA), que desconheceu a continuidade no atraso dos pagamentos, informou que está à disposição dos trabalhadores para qualquer mobilização e prestará todo apoio caso seja deflagrada a greve pelos profissionais. 
 
 
 
Da Redação/Bahia25Horas
 

 

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