MPF pede que escolas cobrem carteira de vacinação de alunos

FOTO: REPRODUÇÃO
Doenças consideradas erradicadas estão voltando a ser registradas no território brasileiro por conta da não vacinação da população. A decisão de não ir aos postos levar os filhos para receber as “picadinhas” ou gotinhas acaba gerando uma conta maior com o risco de adoecimento e até mesmo de epidemias de doenças já eliminadas no Brasil, como sarampo, rubéola e poliomielite, ou já controladas, como a difteria e a coqueluche.
Para aumentar a cobertura vacinal do país, o Ministério Público Federal (MPF) oficiou os secretários de saúde dos estados nesta quinta-feira (15), solicitando que as creches e pré-escolas verifiquem as cadernetas de vacinação das crianças no momento da matrícula.
O sarampo é uma das doenças que está sendo reintroduzida no país. Os dados são do último boletim epidemiológico das doenças exantemáticas (sarampo e rubéola), feito pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep).
Desse total, o maior número de casos suspeitos de sarampo e rubéola - consideradas doenças exantemáticas - ocorreu em menores de 5 anos (260). A maior incidência é observada entre os menores de 1 ano de idade, ou seja, em bebês.
Risco iminente
A Secretaria do Estado da Bahia (Sesab) considera que o risco de reintrodução do sarampo na Bahia é “iminente” por conta do intenso fluxo turístico do estado. A pasta considera indispensável o alcance elevado das coberturas vacinais em todos os municípios. Eles chegaram a recomendar um monitoramento casa a casa por agentes de saúde para busca de crianças que não tenham sido vacinados na campanha contra o sarampo.
As crianças são o alvo principal do Calendário Nacional de Vacinação, organizado pelo Ministério da Saúde. Caso as crianças não sejam imunizadas, além do sarampo, outras doenças podem voltar a ter incidência no país. No total, são 12 vacinas aplicadas antes dos 10 anos em 25 doses. Para vacinar, a criança deve ser levada a um posto ou a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com o cartão de vacina. O Calendário Nacional define em qual época da vida a pessoa deve receber as doses das vacinas - e até mesmo idosos têm responsabilidades com o calendário nacional. Além de proteger a pessoa, a vacina também evita a transmissão de enfermidades para outras pessoas que não podem ser vacinadas - como os bebês para algumas doenças.
Sarampo no Brasil
Até 22 de outubro, Roraima confirmou 321 casos de sarampo no ano. Há uma maior incidência nos menores de 1 ano. No Amazonas, foram 2 mil casos confirmados até outubro. O maior número de casos notificados se concentra na população de 15 a 29 anos no estado.
Além dos surtos no Amazonas e Roraima, outros estados também confirmaram casos de sarampo: 43 casos no Rio Grande do Sul, 19 no Rio de Janeiro, 17 no Pará, quatro casos em Pernambuco e Sergipe, três casos em São Paulo, dois em Rondônia e um caso no Distrito Federal, totalizando 2.425 casos confirmados de sarampo no Brasil.
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