Salvador registra segunda morte por influenza H1N1 em 2019
Uma criança de 03 anos, moradora da região do Itapagipe, foi a segunda vítima fatal da influenza H1N1 no município em 2019. O garoto que não havia sido vacinado na campanha de imunização deste ano, morreu em 27 de abril, após ficar sete dias internado num hospital da rede privada da capital baiana. O óbito reitera a importância da proteção do grupo prioritário através da dose da vacina.
Até o momento, foram notificados 163 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), agravo que pode ser provocado por vírus ou bactérias e é caracterizado pela necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associados a desconforto respiratório. Dos casos registrados neste ano, dois tiveram resultado laboratorial positivo para a influenza B e outros dois para H1N1. Em março, outro jovem de 10 anos também veio a óbito após complicações causadas pelo H1N1.
"A vacinação continua sendo a medida mais eficaz para proteger os indivíduos com maior vulnerabilidade para gripe. Por isso convocamos todas as pessoas que fazem parte dos grupos prioritárias e ainda não se vacinaram esse ano a se dirigir a um dos pontos de imunização espalhados pela cidade neste sábado para garantirem a proteção contra essa doença que pode evoluir para morte”, destacou Doiane Lemos, subcoordenadora de Doenças Imunopreveníveis.
Neste sábado (04), das 08 às 17 horas, acontece o Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza em Salvador. Para ampliar a cobertura e atingir a meta de proteger pelo menos 90% dos 570 mil indivíduos que fazem parte da população eletiva no município, a Secretaria Municipal da Saúde disponibilizará além 255 pontos de imunização entre postos da rede básica e locais de grande circulação de pessoas como shoppings, supermercados, creches, associações, igrejas e estações de transbordo.
Iniciada em 10 de abril, a estratégia imunizou até o momento cerca de 171 mil pessoas, número que corresponde a 27% do total da população alvo. Aproximadamente 399 mil pessoas entre idosos (a partir de 60 anos), crianças (de 6 meses a menores de 6 anos), gestantes, puérperas (mulheres que ganharam bebê nos últimos 45 dias), trabalhadores de saúde e professores do serviço público e privado, portadores de doenças crônicas, além de policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas residentes na capital baiana ainda não procuraram os postos de saúde da rede municipal para receber a dose da vacina.
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