Greve dos caminhoneiros: manifestações chegam ao quarto dia

Rodovias parcialmente bloqueadas por caminhões estacionados, filas em postos de combustíveis, risco de desabastecimento de mercadorias em feiras, supermercados e farmácias, grande probabilidade de redução de frota do transporte público, estações de metrô e transbordo lotadas e manifestações por toda a cidade. Este foi o cenário enfrentado pelos moradores da capital baiana, nesta quinta-feira (24). O motivo da crise é a greve dos caminhoneiros que chega ao seu quarto dia.
A paralisação da categoria começou na segunda-feira (21) e foi proposta de forma espontânea em redes sociais e grupos de aplicativos de mensagens. Segundo a BBC Brasil, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) abraçou a ideia e, junto com vários sindicatos, começou a paralisação, que tem como principal reivindicação a diminuição dos tributos sobre o diesel, tabela de preços para o frete, isenção do pagamento de pedágio dos eixos que estiverem suspensos e a criação de um marco regulatório para os caminhoneiros.
O movimento foi ganhando força e, aos poucos, caminhoneiros de frota foram aderindo à paralisação, elevando para mais de um milhão o número de caminhões parados pelas rodovias de todo o país, segundo a Folha de São Paulo. Além disso, a população também começou a apoiar à greve e estão doando água, frutas, verduras, pães, biscoitos, leite e café para os motoristas que estão parados nas vias da cidade.
Com a greve dos caminhoneiros, a Petrobras reduziu emergencialmente o preço do diesel em 10% e congelou o valor por 15 dias e a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que reduz benefícios fiscais concedidos pelo governo a diversos setores da economia com mudanças que reduzem o preço do óleo diesel, mas presidente da Abcam afirmou que o movimento só vai parar quando o governo sancionar a lei que zera o PIS/Cofins sobre o óleo diesel.
Além das capitais e vias como as BA’s e BR’s, os caminhoneiros também fizeram bloqueios em pontos estratégicos, como a saída de refinarias da Petrobras e a entrada do porto de Santos, em SP, dificultando ainda mais o escoamento das mercadorias e produtos que dependem do transporte terrestre para chegar aos seus destinos.
Confira fotos:

IMAGENS/BR-324/ DIANA LETÍCIA

IMAGENS/ BR 324/ - BAIRRO DE VALÉRIA/ DIANA LETÍCIA
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IMAGENS/BR-324/DIANA LETÍCIA

IMAGENS/ESTAÇÃO PIRAJÁ/DIANA LETÍCIA

IMAGENS/METRÔ DE SALVADOR/ DIANA LETÍCIA
Diana Letícia, com informações da BBC Brasil.
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