Cortar glúten pode aumentar risco de diabetes

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Retirar o glúten da alimentação, mesmo sem qualquer sensibilidade ou doença, têm se tornado moda entre quem busca emagrecer. Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostra que, na verdade, esse hábito poderia aumentar os riscos de se desenvolver a diabetes do tipo 2, mais comum em adultos.

A pesquisa mostrou que quem ingeriu a maior quantidade de glúten teve 13% menos chances de desenvolver a doença do que quem consumiam a menor, até 4 gramas diárias. Cientistas de Harvard acompanharam 200 mil pessoas por 30 anos. Segundo especialistas, o grande problema por trás da relação entre a retirada do glúten e a diabetes estaria nas substituições.

— Quem para de comer glúten e passa a fazer uso de alimentos pobres em fibras, com carga glicêmica alta, como exagerar na tapioca, pode ganhar peso e, com isso, aumentar riscos de desenvolver doenças crônicas como a diabetes — observa a nutricionista funcional e esportiva Orion Araújo.

Ela diz que a retirada do glúten deve ser feita com orientação nutricional, mas desde que haja necessidade.

— Se não for celíaco ou hipersensível não tem porquê. Um pãozinho de manhã não faz mal algum. O problema é consumir em todas as refeições — diz Orion.

Para o médico Francisco Tostes, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o estudo vem para comprovar o que é observado na prática: a retirada de glúten virou modismos. Isso só deve ser feito naqueles que têm prejuízo ao consumir, diz ele. De acordo com Tostes, é preciso diferenciar os problemas e pedir ajuda médica.

— O celíaco tem intolerância, incapacidade de digeria o glúten. Ele tem sintomas gastrointestinais, como inchaço na barriga, diarreia, intestino preso — explica. O endocrinologista diferencia os sensíveis à proteína presente no trigo, centeio e cevada.

— Quem tem sensibilidade, tem sintomas gastrointestinais diferentes de quem tem intolerância, como diarreia com sangue, enxaqueca, alergia, fungando nariz, alergia na pele — conclui. O diagnóstico pode ser feito com exame de sangue, que vai identificar se o alimento determina algumas respostas imunológicas.

 

Por: Ibahia

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